sexta-feira, 3 de março de 2017

Encontro 2 - Introdução


Neste segundo encontro da disciplina de Educação Inclusiva e Educação Especial, que devido minha falta no anterior seria o meu primeiro, cheguei um tanto atrasada devido ao trânsito no sul da ilha, do qual deve-se estudar o trajeto para não ficar preso em filas... :p #tristeconstatação

Quando acessei a sala do 3º andar, uma colega que eu ainda não conhecia e estava sentada no canto direito ao fundo da sala explanava sobre um texto lido na aula anterior. Com seus pontuamentos logo me situei na discussão. Logo a professora que nos guia nestes estudos tomou a palavra e fez diversos pontuamentos de diferentes partes da história, ressalto aqui alguns tópicos citados:

  • Roma: Pessoas com ausência da fala eram consideradas SELVAGENS, neste tempo usava-se a denominação de surdo-mudo, hoje apenas surdez.
  • SOMOS FRUTOS DESTA SOCIEDADE E DE TODA HUMANIDADE. 
  • A descoberta de doenças como a Síndrome de Down mescla-se com a busca por EUGENIA em uma emblemática visão HIGIENISTA com a ideia de LIMPAR A SOCIEDADE. Tais visões foram repetidas na história...
  • POBREZA: Produzia visão de deficiência e gerava assim EXCLUSÃO. Foi ressaltando então que não é a pobreza em si, mas sim a PRIVAÇÃO CULTURAL.
  • O QUE É DEFICIÊNCIA? No caso citado de Jô Soares sobre o filho Autista: O pai diz para o filho que irá receber um amigo em casa, como sabe que o filho não tem filtros em suas perguntas, o precave explicando que o amigo que irá visitá-lo não apresenta os braços, porém pode fazer tudo, é totalmente capaz. Com esta ideia o filho consente o ensinamento do pai e sai de cena. Com a chegada do amigo em casa, o garoto o questiona com frases mecânicas: Você não tem braços. Você pode fazer tudo. Então bata palmas.
  • Moral da história: FAZER TUDO NÃO É ATENDER A EXPECTATIVAS DE TODOS.
  • Deficiência -> ORGÂNICA
  • Oligofrema -> Doença Mental -> Doença Intelectual
Capa do livro que abriga a primeira leitura desta disciplina.


Após a roda de conversas demos inicio ao filme documentário HOLOCAUSTO BRASILEIRO, baseado no livro homônimo de Daniela Arbex. O documentário traz a história através de depoimentos e pesquisa do maior hospício do Brasil, que ficou conhecido como Colônia e leva este nome por ter abrigado atos de crueldade parecidos com os que aconteceram na Alemanha nazista. O lugar abrigou os infames da história em um processo de higienização e foi cenário de morte de 60 mil pessoas que resultou em uma arrecadação de R$ 600 mil com venda de corpos.

Indagação da PROFESSORA: Quais ligações do filme com o processo histórico e com o Brasil institui ligação com LOUCURA E POBREZA?

#Assistimos ao filme até os 59 minutos e 25 segundos.
#Continua no próximo encontro...

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