COM AMOR, ANTONHY
Lisa Genova
Apesar de não ser sobre autismo traz uma vivência com autismo com duas mulheres em contextos diferentes.
A obra relata uma história de um autista não-verbal chamado Anthony, e foi inspirado no filho de sua prima, com o mesmo nome. Ficamos impressionadas com a qualidade da escrita de Lisa! Uma leitura completamente envolvente e atrativa. O livro aborda o transtorno da visão do autista e é quase impossível acreditar que a personagem é fictícia. Não é uma obra sobre autismo mas a forma como a síndrome foi tratada é perfeita. A autora mostra as dificuldades e aprendizados do dia a dia com uma pessoa que está no espectro. Em vários capítulos as lágrimas caíram mostrando a emoção contida em cada página.
Além de conscientizar as pessoas sobre a síndrome, Lisa queria algo muito maior com o livro:
“Eu queria lançar uma luz sobre o que é igual entre todos nós, se você tem autismo ou não. Como os seres humanos interagem uns com os outros? Somos todos capazes disso? O que acontece quando não conseguimos ou não queremos nos conectar com as outras pessoas? Qual a sua eficácia para comunicar como se sente ou o que você quer? O que acontece quando encontramos maneira de realmente entender e aceitar uns aos outros? Seu amor pelas pessoas é incondicional?”
Às vezes a família tem dois filhos, mas se um precisa de mais atenção que o outro, um deles vai acabar se sentindo diferente, sozinho. E
Sinto-me só é o relato de Karl Taro sobre como foi crescer com seu irmão autista, o sentimentos contraditórios, os pensamentos que tinha e tudo o que uma família pode ter.
Sinto-me só é um tocante livro de memórias. Em suas páginas, a história de um menino, hoje o reconhecido jornalista Karl Taro Greenfeld, ao lado de seu irmão autista é delicadamente exposta pela primeira vez. Greenfeld fala, com honestidade, sobre como foi crescer à sombra de seu irmão autista, revelando a complexa mistura de raiva, confusão e amor que definiu sua infância. A relação entre os dois é uma verdadeira lição sobre o que significa ser uma família, um irmão, uma pessoa. A franqueza de Sinto-me só é arrebatadora e não deixará ninguém indiferente. Um exemplo de humanidade.
Naoki Higashida sofre de autismo severo. Preso em seu mundo individual, muitas vezes ele exibe comportamentos vistos como estranhos, peculiares, “inadequados”. Seja repetindo palavras e frases aparentemente sem sentido ou evitando contato visual com as pessoas, Naoki tem uma enorme dificuldade de se comunicar e de socializar.
Porém, graças à determinação da mãe e de sua professora, ele aprendeu a se expressar apontando as letras em uma espécie de teclado de papelão – e o que tem a dizer traz uma nova luz para a compreensão da mente autista.
Com apenas treze anos, Naoki escreveu “O que me faz pular”, um relato íntimo e perspicaz que explica o comportamento muitas vezes desconcertante de pessoas com autismo. Além de compartilhar suas percepções de tempo, vida, beleza e natureza, o autor apresenta também pequenos contos que provam, sem deixar dúvida, que não lhe faltam imaginação, senso de humor e empatia.
Em
Passarinha conhecemos Caitlin, uma menina menina de 10 anos que perdeu o irmão num massacre. Ela tenta
Lidar Com Isso da forma dela, como se sente melhor, e tenta ajudar outras pessoas mas nem todo mundo perceber sua real intenção. Caitlin é muito inteligente e perspicaz, ela consegue ver coisas no mundo que eu nunca havia parado para reparar, como por exemplo: por que coração não é escrito com o c maiúsculo, já que é algo tão importante?
No mundo de Caitlin tudo é preto ou branco. As coisas são boas ou más. Qualquer coisa no meio do caminho é confuso. Essa é a máxima que o irmão mais velho de Caitlin sempre repetiu. Mas agora Devon está morto e o pai não está ajudando em nada. Caitlin quer acabar com isso, mas como uma menina de onze anos de idade, com síndrome de Asperger ela não sabe como. Quando ela lê a definição de encerramento ela percebe que é o que ela precisa. Em sua busca por ele, Caitlin descobre que nem tudo é preto ou branco, o mundo está cheio de cores, confuso e bonito.

Nascido Em Um Dia Azul é um livro que está esgotado há muito tempo! Não o consigo achar em sebos e muito menos online. Esse é um daqueles livros que todo mundo precisar ler, que conta a história real de uma pessoa de verdade. Daniel Tammet, por ter tido uma infância isolada, acabou se envolvendo com os números de uma forma que vai além dos livros, tornando-se um gênio da matemática. Além das conquistas, poderemos encontrar nesse relato as dificuldades e desafios que ele encontrou por ser autista.
Esse livro de memórias, que revela a maneira de pensar de um autista fenomenal, conquistou o 2º lugar na lista de mais vendidos do The New York Times. Daniel Tammet é considerado por cientistas uma das chaves para compreender o funcionamento da mente. Gênio da matemática, campeão de xadrez e recordista na aprendizagem de idiomas, esse inglês de 27 anos é capaz de aprender línguas estrangeiras em uma semana, ou de memorizar e recitar 22.514 casas decimais do número pi diante de uma platéia de acadêmicos, em Oxford.
Ainda não li
O Estranho Caso do Cachorro Morto, mas é um livro que me atrai muito por dois motivos: o primeiro por ser um livro criado, de certa forma, por um personagem autista, Christopher John Francis Boone, pela visão dele dos fatos e acontecimentos; e segundo porque o autor já trabalhou com crianças autistas e sabe muito bem sobre o que está falando e como está falando.
Christopher John Francis Boone sabe de cor todos os países do mundo e suas capitais, assim como os números primos até 7.507. Gosta de animais mas não entende nada de relações humanas. Adora listas, padrões e verdades absolutas. Odeia amarelo e marrom e, acima de tudo, odeia ser tocado por alguém. Christopher Boone tem 15 anos e sofre de síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Um dia, christopher encontra Wellington, o cachorro da vizinha morto no jardim. É acusado de assassinato e preso. Depois de uma noite na cadeia, decide descobrir quem matou o animal, e, inspirado no seu personagem fictício favorito, o impecavelmente lógico Sherlock Holmes, escreve um livro, relatando suas investigações. O resultado é “O Estranho Caso do Cachorro Morto” é o livro de estréia do inglês Mark Haddon.

Memórias de Um Amigo Imaginário nos mostra o universo dos amigos imaginários pela visão do Budo, amigo imaginário de Max. Em nenhum momento é afirmado que Max é autista, mas seus trejeitos e a forma de relacionar-se com as pessoas mostram traços bem vivos disso. Os pais de Max não sabem exatamente o que ele tem, por isso vivem num impasse e, infelizmente, acabam discutindo.
Enquanto Max acreditar em mim, eu existo. Posso precisar da imaginação do Max para existir, mas tenho os meus pensamentos, as minhas ideias e a minha vida, tudo isso separado dele. Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa.
Se eu queria ter um filho autista? Não.
Ainda assim, amo meu filho? Mais do que qualquer palavra pode traduzir. O jornalista Luiz Fernando Vianna e seu filho, Henrique, são unha e carne — às vezes unha do filho na carne do pai. Henrique é autista. Pouco fala, mas algumas palavras repete à exaustão. Tem momentos de agressividade contra si mesmo e contra terceiros. Sabe ser irônico. Gosta de desenhos animados e de mergulhar no mar. Como todo adolescente, tem suas curiosidades e seus impulsos, só que sem grande cerimônia. Luiz Fernando decifra os sons que ele emite, seus desejos imediatos e muitos de seus silêncios, no entanto não tem como alcançar o que o filho sente lá no fundo do fundo. Com toda a franqueza e um pouco de música, o autor conta a sua experiência, cheia de altos e baixos, momentos de ternura e também de desespero ao lado do seu menino vadio. Há quem diga que ter um filho com deficiência é uma benção. Luiz Fernando Vianna discorda. Se fosse mesmo um presente, antes de receber ele diria: “Ah, não precisava”, numa referência a Jean- Louis Fournier, autor de Aonde a gente vai, papai?.
• O jornalista Luiz Fernando Vianna faz um panorama amplo sobre o que se conhece mundialmente sobre o autismo.
• Depoimento impactante de um pai que lida com as dificuldades de seu filho adolescente com necessidades especiais.
Em Vida animada, Ron Suskind conta como seu filho Owen, diagnosticado com autismo aos três anos, voltou a se conectar com o mundo através de animações da Disney.
Esta é a história de Owen, um menino que pouco antes de completar três anos fecha-se em seu próprio mundo. Transtornados com a mudança repentina e radical, os pais tentam se reconectar com o filho autista. Três anos depois, numa brincadeira com um fantoche do Iago de Aladdin, Ron, imitando a voz do personagem, pergunta: "Então, Owen, como vão as coisas?". A resposta é estarrecedora: "Não estou feliz. Não tenho amigos. Não entendo o que as pessoas dizem". A partir daí, abre-se um canal de comunicação totalmente inusitado: através das animações da Disney, a que Owen assiste compulsivamente, a família vai conseguir se aproximar de seus sentimentos. Neste livro, Ron Suskind nos oferece um olhar radicalmente novo sobre o autismo. Em vez das limitações e incapacidades de Owen, suas conquistas são as linhas mestras dessa emocionante narrativa.

Jacob Barnett tem QI mais alto que o de Einstein, uma prodigiosa memória fotográfica e aprendeu cálculo matemático sozinho em duas semanas. Com nove anos começou a desenvolver uma teoria original em astrofísica - que, para os acadêmicos da área, um dia pode levá-lo ao prêmio Nobel -, e aos doze tornou-se pesquisador remunerado em física quântica na universidade. Mas a história de Jake é ainda mais extraordinária: ele é autista.
Quando foi diagnosticado, aos dois anos, a previsão mais otimista era a de que conseguiria amarrar seus próprios sapatos aos dezesseis. Especialistas concentravam esforços em desenvolver no menino habilidades práticas, mas sua mãe, Kristine, notava que ele se isolava cada vez mais. Sua experiência lhe dizia que era preciso encontrar o "brilho" de Jake, sua chama de interesse e paixão. Contra a opinião do marido e dos profissionais, ela decidiu seguir seus instintos: tirou o filho da educação especial e começou a prepará-lo sozinha para a escola convencional.
Narrada pela própria Kristine de forma cativante e dramática, essa é uma belíssima história de superação que pode inspirar leitores de todos os tipos.
O Natal está chegando! E com ele o momento de escrever a cartinha para o Papai Noel. O que será que as crianças vão pedir de presente? Donatella tinha uma lista organizada com vários itens e Stefano queria os brinquedos mais modernos. Romeo, por sua vez, queria algo muito simples, o que surpreendeu toda a família. Nesta emocionante história, você irá conhecer um garoto muito especial que, com a sua pureza e simplicidade, mostrou a toda sua família o verdadeiro significado do espírito natalino. Esta história nasceu do texto que emocionou o Brasil: Lições que aprendi com meu filho autista, de Marcos Mion.
Fontes:
http://www.estouautista.com.br/index.php/2017/03/10/livro-com-amor-anthony/
http://pronomeinterrogativo.com.br/top-5-livros-com-personagens-autistas/
http://www.saraiva.com.br/o-que-me-faz-pular-7285965.html
http://www.saraiva.com.br/meu-menino-vadio-historias-de-um-garoto-autista-e-seu-pai-estranho-9403666.html
http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=88112
http://autismo.institutopensi.org.br/livros-sobre-autismo/